28 abril 2008

às vezes é preciso lutar e esperar
e deixar a outra alma repousar...
às vezes é preciso correr e sofrer
e à distância aprender a gostar...

e cravas a tua bandeira, soltas o grito
sozinho no terreiro, de peito a descoberto
e a voz do teu profundo inflama cada fibra
e as gotas do teu sangue são lágrimas de vida

aos uivos da tristeza, devolves a garra desmedida
e aos medos do tirano, cospes pura teimosia
porque tua é a esperança e a certeza do que sentes
tua é a vontade que levanta a pobre gente

é tua essa verdade, a glória eterna, a chama intensa
é tua a alma entregue, à vida tão imensa

às vezes é preciso correr, e tanbém saber morrer
por ser preciso, gostar de longe e deixar amanhecer

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