"O Miguelismo é, pelo menos nos seus doutrinadores, completamente avesso à tirania. Nunca toma o Direito por criador de justiça, mas simplesmente por expressão dela. É a justiça que deve determinar o poder, e não o poder a determinar a justiça, como fazem os tiranos. Este assunto é, também, tratado sobremaneira por outro conhecido Miguelista. Acúrsio das Neves, reconhecido economista e Historiador Português, bem avisa no Despertador de Povos e Soberanos: facilmente um tirano se aproveita da ausência de poder. Acúrsio di-lo a respeito de Napoleão e da Revolução Francesa; a igualitarização do poder, a união de todas as esferas políticas sob a jurisdição de um único voto, criam facilmente um tirano. Ou, como acontece modernamente, subsistem uma série de elementos não democráticos – a justiça e os tribunais, por exemplo – ou todo ele se centraliza num único Homem. Napoleão criava a justiça, a Religião e a Nobreza; contrariamente ao Estado limitado por Deus, pela Moral e pelo Direito, Napoleão era apenas legitimado pelo consentimento popular. Era este o grande medo de José Acúrsio das Neves, que já Agostinho de Macedo expressava a respeito da filosofia: por força de se libertarem das autoridades, os Homens correm o perigo de criarem outras mais apertadas e menos legítimas. O tradicionalismo português pode até não ser original; mas para quem se preocupa mais com a Verdade e com o Bem, não há-de ser esse o maior dos problemas."
11 fevereiro 2015
02 fevereiro 2015
30 janeiro 2015
Recomeçar.
Considerai todo o passado como nada e dizei, como David:
Hoje eu começo a amar o meu Deus.
S. Francisco de Sales
29 janeiro 2015
cinco milhas ao largo. II
Venho aqui à trinta anos. Aqui neste lugar, em frente ao penedo verde, cinco milhas ao largo. Pesco o meu peixe. Trago o que o mar me deixa trazer. Depois acendo o cachimbo e espero. É assim há trinta anos.
Espero que ele venha enquanto dura o tabaco. Depois volto para casa.
O meu filho mais velho sente-se desta espera. Como se esperar o segundo fosse não querer o primeiro, ou, gostar do primeiro enquanto coisa de segunda.
28 janeiro 2015
#onlyinportugal
Está a correr uma polémica interessante sobre as provas de avaliação de professores, de que ontem aqui lhe falei. Erros como "trocar o c de cedilha por um c sem cedilha, trocar o a com h pelo a sem h, ou sinais de pontuação fora do sítio" - entre vários outros - levaram a que o responsável pela prova fosse duro na avaliação das competências destes docentes: "Mostram falhas gravíssimas", disse ao DN. Ontem à noite, o ministro da Educação defendeu com unhas e dentes esta prova: "Não faz sentido que um professor dê 20 erros".
23 janeiro 2015
22 janeiro 2015
Agnósticos e Ateus na Velho Critério.
"Se perguntarmos a algum agnóstico se Deus existe ou não provavelmente responderá: “Talvez…” ou, se for um pouco mais lúcido (mas não demasiadamente lúcido): “Não sei”. Estas respostas traduzem uma verdade certa que aparentemente anda escondida da maior parte das pessoas do nosso tempo: o agnosticismo não é verdadeiro."
A mentira do agnosticismo | Vasco Cordovil Cardoso | Velho Critério
21 janeiro 2015
À mercê dos radicais.
"O líder do Boko Haram reivindicou a autoria do ataque massivo na cidade nigeriana de Baga, e ameaçou os Estados vizinhos, Níger, Chade e Camarões, num vídeo colocado na internet na terça-feira. “Matámos as pessoas de Baga. Matámo-las como o nosso Senhor nos instruiu no Seu Livro”, afirmou Shekau, durante um discurso de 35 minutos colocado no Youtube." - in Observador | 21.01.2015
Terreno fértil para todo o radical é toda a população iletrada, materialmente constrangida, indefesa na sua subsistência, humilhada, maltratada. À mercê de todos os radicais estão aqueles que não conseguem filtrar o que lhes dizem, ou, que não podem fazer mais nada senão baixar a cabeça e seguir. Resolver os problemas materiais é só uma parte da resposta - veja-se o crescimento de radicalismos à esquerda e à direita na Europa.
Usar da razão, tomar consciência da absoluta dignidade de cada um e de mim próprio, não esquecer que a liberdade do nosso espírito é infinita são pilares que estão na base da boa resistência, da contra-corrente - é afinal a sabedoria dos Evangelhos.
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