the thing is... will I?
26 junho 2013
13 junho 2013
11 junho 2013
Thomas More.

"[...] What matters is not that it's true, but that I believe it; or no, not that I believe it, but that I believe it."
07 junho 2013
[Mãe de Deus]
Mãe de Deus, porque tu a Deus creaste,
Filha de Deus, pois Elle te creou,
Irmã de Deus, pois Elle te enviou,
Sposa de Deus, pois virgem tu ficaste,
Eterna, transcendente e fragil haste
Que abre ao alto em Mulher, na que baixou
Á terra, a dar á Eva que peccou
A seiva do carinho que lhe achaste.
És tu que dás ás mães o - afago
És tu -
Tu és a alma da Mulher -
E se o que penso é com amor affim,
E em minha inspiração sinto o teu beijo,
Mãe, mãe de Deus, mãe do Divino em mim.
Fernando Pessoa
20 maio 2013
16 maio 2013
13 maio 2013
07 maio 2013
Bicho Carpinteiro.
Jake Bugg.
Nome que se diz em quase duas sílabas. Tenso e directo.
Das letras à música, à sonoridade toda e à figura, Jake Bugg é guitarra e coisas para dizer. Tout court.
Começou a tocar aos doze anos e lançou o primeiro albúm que aterrou no primeiro lugar das tabelas inglesas em Outubro do ano passado. Já tocou em Glastonbury, já deu música a anúncios, passa nas rádios inglesas, está na calha para um Brit Award da categoria British Breaktrough Act e já foi ao Conan. Tem 19 anos.
Lightning Bolt entranha-se. Abre com três acordes de rajada que nos deixam logo a bater o pé ao ritmo da expectativa e a cada quarto verso o menino Bugg repete uma e outra vez que de repente veio um raio que lhe acertou em cheio; que disso lhe ficou uma incapacidade de não ser o que lhe dizem as entranhas que tem de ser, até ao limite. Quer o vinho, não lhe chega água. Nesta música, Bugg não se encosta. Não consegue. A vida não pára e ele não vai ficar para trás.
Devíamos ser assim: permanentemente aturdidos pelo impacto de um raio que desperta a alma e a inteligência e a vontade e mais tudo o resto. Devíamos estar a zarpar e a voar e a remar em vez de ir andando de coisa em coisa, cheios de cuidado para não cair. Que nojo de gente que somos, que nem a verdade nos acorda. Aparência e pertencer valem mais que sangue nas veias até morrer.
Eu quero preferir as cantigas do menino Bugg que nos canta isto tudo com uma espécie de frenezim eléctrico metido no sangue, a sair aos acordes e na voz áspera. O Jake Bugg é bicho-carpinteiro. E isso tá muita bom.
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