30 outubro 2012
And he scores!!! o hat-trick de Humberto Brito.
"Não é claro que a “fuga de cérebros” possa ser resolvida de modo jurídico-laboral, nem que possa ser travada com dinheiro. Aumentar o número de bolseiros de investigação por metro quadrado e funcionalizá-los não significa que as cabeças relevantes irão permanecer no país, a não ser por comodidade e, vá, amenidade de clima. Aquilo que fixa o género de cérebros que nos importa manter — e aliás atrair para o país — não é somente as condições de estabilidade de carreira (que afinal existem, bem mais atractivas, noutros lugares), mas a existência de uma comunidade intelectual estimulante. Atirar dinheiro para as universidades não é condição suficiente para que tal se estabeleça num país, muito menos num país pequeno."
Encontrado aqui.
Humberto Brito a caminho do hat-trick.
"Possivelmente a qualidade da universidade portuguesa nos tenha feito perder de vista que receber uma educação superior é, para todos os efeitos, um privilégio — e que ser pago para isso é um privilégio enorme. Ninguém no seu perfeito juízo deveria confundir os privilégios de uma formação intelectual com as contrapartidas de uma prestação de serviços."
Encontrado aqui.
Golo do Humberto Brito.
"Convém, em todo o caso, distinguir duas coisas. Uma coisa é lastimar que não exista carreira em Portugal. Outra coisa é lastimar que não exista carreira em Portugal como se carreira-em-Portugal fosse uma expectativa intrínseca a um doutoramento feito por residentes. No primeiro caso, segue-se uma conversa sobre a universidade portuguesa. No segundo, tende antes a estar a suposição, no mínimo, duvidosa, de um entitlement."
Encontrado aqui.
25 outubro 2012
24 outubro 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

