31 janeiro 2012

da Senhora Infanta.

Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, faz hoje 100 anos e vai ser condecorada pelo Presidente da República. 
no i, 31 Janeiro 2012 
por João Távora 

"Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com a D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que hoje completa e festeja 100 anos de uma extraordinária vida. 

Não deixa de ser algo irónico ter sido numa pequena moradia da “outra banda”, onde fomos tão acolhedoramente recebidos, que nos encontrámos com uma verdadeira princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema cor-de-rosa. Afilhada do rei D. Manuel II e da rainha D. Amélia, por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua feliz longevidade, a infanta rebelde, como ficou conhecida, é neta, a última neta viva, do rei D. Miguel, esse mesmo, o do tradicionalismo e da guerra civil de 1828-1834.

Livres e responsáveis.

"Martin Wolf, o famoso colunista do Financial Times, notou que «a única forma de alcançar a verdade é através do debate aberto e plural»; isso implica que não podem ser estabelecidos limites à liberdade de divergir, mesmo quando tal pode ofender. Só que, acrescentou, se a «liberdade é um direito com que nascemos, a autocontenção é uma medida da nossa maturidade». [...] A autocontenção é matéria da nossa consciência individual e não pode ser definida por governos ou ministros com opiniões sobre o que é ou não a licenciosidade, por exemplo. [...] Sem uma cultura de «virtudes sociais», porém, a liberdade que nos é devida quando nascemos, pode acabar ameaçada pela corrosão dos laços que dão coesão às sociedades. É por isso que associar a responsabilidade à liberdade não é limitar a liberdade, mas garantir a sua preservação."

in FERNANDES, José Manuel; "Liberdade e Informação"; Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011

27 janeiro 2012

Sindicalismo à portuguesa.

Hoje na TAP há greve e protestos. Acabo de saber em primeira mão, que pelo menos um dos parques de estacionamento está bloqueado e quem não quer aderir vê-se impedido de sair e, para todos os efeitos, retido nas instalações, refém de quem faz greve passando por cima da mais elementar regra: é proibido obrigar seja quem for a participar (ou não), numa greve. É proibido vedar a passagem, acesso, ou caminho a quem quiser passar por um piquete de greve. A polícia não está a fazer nada em relação a isto. Não sei porquê. Vivam o sindicalismo à portuguesa... parece o PREC all over again...

Cuspo nos animais responsáveis por este abuso de força. (mais um...!)

17 janeiro 2012

O Flanders e as suas coisas.

Eu, aos meus sofás e maples nunca lhes tiro o plástico. E aos comandos da televisão e do dvd também não. Talvez o plástico do relógio... mas nunca o do telemóvel! Há qualquer coisa de muito errado em tirar os plásticos que evolvem alguns produtos. É como se os estivéssemos a expor ao mundo assim nus e vulneráveis... Há qualquer coisa de muito errado...

16 janeiro 2012

Keep calm and carry on.

Não me larga esta ideia de uma constância frente aos altos e baixos da vida. Uma espécie de permanência resoluta do coração à flôr da pele. Não estou a falar de uma espécie de distância indiferente; de um jeito blazê. Falo, isso sim, de sermos magnânimos frente à vida. Inteiros em cada momento e, ao mesmo tempo, constantes no coração que pomos ao mundo, que damos ao outro.

Não me soam bem as alturas da vida em que, se estamos bem, tratamos as pessoas bem e se estamos mal, então não se cruzem no nosso caminho. Não me soa. Está qualquer coisa fora do sítio. 

O que estou a tentar explicar é uma espécie de simplicidade terra-a-terra, misturada com genuidade espontânea, unidas a uma transcendência, sinal de qualquer coisa maior. As pessoas assim têm uma nobreza especial. São capazes de rebentar os botões da camisa de tanto rir, de festejar como ninguém os maiores triunfos, de chorar oprimidos as mais ácidas amarguras e, apesar de tudo, não endurecer. 

O que estou tentar explicar é uma espécie de capacidade de sermos quem somos, onde quer que estivermos, apesar do que vier. Como aquele prisioneiro que não perde a dignidade e está, por isso mesmo e para sempre, para lá do alcance do seu carcereiro. 

É pôr o coração na flôr da pele, aberto à Graça, mesmo sobre pressão.

Pop ligeiro: sobre os Crawleys.

 Diz a flavorwire que:
"5. According to the Daily Express, two members of the Downton Abbey cast, Elizabeth McGovern and Michelle Dockery (aka Countess of Grantham and her daughter Lady Mary), are recording an album together that’s due out later this year."






Vá lá... é mesmo preciso?
Uma condessa não toca guitarra. No máximo recita, junto ao piano, sem grandes mostras de emoção, que isso é para as coristas! E não chegando a condessa, lá vem a filha fazer "pandã". Será que achou mesmo que o episódio em que canta com o Mathew resultou?!
Desmanchar a imagem tão "very british" antes do fim da série, não dá com nada. Voltem lá ao que sabem fazer! É que mudanças de "metiê" não costumam resultar assim imenso...!

Bom arranque em 2012: os portugueses no Dakar.

Este ano, a prestação dos nossos magriços foi verdadeiramente espectacular:


MOTAS:

Hélder Rodrigues, 3ºlugar da geral

Ruben Faria, 12º lugar da geral

CARROS:

Carlos Sousa, 7º lugar da geral
Leal dos Santos, 8º lugar da geral



O tá muita bom aplaude! 
(ui, ui que importante...!)