24 novembro 2011

Então e a greve pá?!


Hoje, dia de greve geral, foi interrompida, pelo menos, uma aula na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 


O "piquete de greve" entrou sala a dentro a tocar tambor e a causar distúrbios para deliberadamente bloquear quem decidiu não fazer greve. Acusados disso mesmo, replicaram que estavam apenas a fazer um convite para se juntarem ao protesto. Piquetes semelhantes estavam colocados à entrada e também nos espaços exteriores da faculdade. 

É bonito ver que a tradição ainda é o que era... faz lembrar os "tempos quentes" do pós-25 de Abril em que, na Clássica, os "fura-greves" eram intimidados e insultados por não quererem participar. Isto dava um giuão para um sketch dos homens da luta.

Curioso que em Portugal a liberdade de expressão só costuma funcionar num sentido. Tentar coagir alguém a participar ou a furar uma greve, é das coisas mais criminosas que se podem fazer em democracia.

23 novembro 2011

Parlamento-ringue.

A moda do parlamento-ringue já chegou à Coreia do Sul.
E eu que pensava que era só em Itália que havia coliseus...

22 novembro 2011

Liberdade, o maior bem europeu.


Raquel Abecasis, RR on-line2011-11-21

"Esta devia ser uma manhã alegre em Espanha. O país foi a votos, a maioria dos espanhóis falou e o poder mudou de mãos.

A verdade é que Espanha é esta manhã um país deprimido, como grande parte da Europa. Aqui ao lado, é sabido que, façam o que fizerem, os espanhóis têm o destino traçado e nós, em Portugal, temos a sensação de estar a rever um filme que já conhecemos. 

É curioso que as eleições espanholas ocorram no mesmo fim-de-semana em que, no Egipto e na Síria, milhares continuaram a manifestar-se e a morrer em nome de uma liberdade que tarda em chegar àquelas paragens. 

A Primavera Árabe esbarra no Outono das democracias europeias que, habituadas a uma vida fácil, sacrificaram a liberdade à ditadura do dinheiro. 

Mudar de vida é uma inevitabilidade para a Europa, mas quem vive no Velho Continente deve olhar para os países árabes para perceber que a liberdade é a sua maior riqueza. 

Mariano Rajoy assume, a partir de agora, a liderança do governo que passa para as mãos dos populares depois de oito anos de governação socialista. Tem uma tarefa difícil pela frente, mas esta é também a hora de os políticos redescobrirem que a sua vocação é o serviço ao povo e não servirem-se do povo."